O PREPARADOR DE ZAGUEIROS

Fevereiro 8th, 2010 de admin

gottardo - gottardo

Já existe há algum tempo o treinador de goleiros. Wagner, campeão brasileiro de 95, ocupa o posto no Botafogo.

Diante das preocupantes atuações de nossos zagueiros ao longo dos três últimos anos, por que não contratar um preparador de zagueiros?

Que tal Wilson Roberto Gottardo (acima, em foto de Rafael Casé) assumir esse posto?

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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NA BEIRA DO CAMPO, OS OLHOS DO TORCEDOR

Fevereiro 7th, 2010 de admin

Já há algum tempo torcida e time andam às turras. Como em qualquer relação há excessos dos dois lados. Mas, na maioria das vezes, acho que a voz do povo é a voz de Deus, como diz o surrado ditado. Como um jogador pode cobrar uma mudança de postura da torcida num campeonato em que sofre uma goleada humilhante?

Só mesmo a experiência de Joel Santana para juntar tantros cacos num curto espaço de tempo. Depois do susto inicial, o Botafogo levou a melhor, sempre pelo alto, numa tarde em que Loco Abreu nos fez lembrar dos velhos tempos de Chicão, nosso artilheiro de 92.

E por que falo de Joel? Porque ele, mais do que ninguém, sabe ver um elenco com os olhos de quem está na arquibancada. Depois dos 5 a 2 contra o resende, quando todos deixavam o campo, Joel pediu aos jogadores - titulares, reservas e substituídos - que fossem ao centro de campo para selar a paz com a torcida, com certeza a mais passional e a mais apaixonada pelo clube da estrela solitária.

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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GUERRA É GUERRA!

Fevereiro 7th, 2010 de admin

Tempo técnico. Botafogo empata em 1 a 1. Daqui da redação vejo que Joel Santana não permite a aproximação da equipe de TV que transmite a partida. A atitude é muito criticada por Lucas Pereira, narrador do PFC.

Ora bolas! Um auxiliar do técnico do resende não poderia estar ouvindo as instruções de Joel para depois, como bom espião, repassá-la a seu chefe?

Faz muito certo o Joel!

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

P.S.: Escrito às 17h32

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VIDA EM PRETO E BRANCO

Fevereiro 5th, 2010 de admin

por Karla Coelho

Quase nunca invado aqui, só em datas especiais. E hoje é aniversário do grande Paulo Marcelo. Espero que ele não fique bravo, mas senti a liberdade de estar aqui por uma causa justa!

Parabe4ns PM! Felicidades!

Uma homenagem a esse cara que a cada dia ama mais o Botafogo e que escreve com paixão sobre a história do Glorioso!

Parabéns e vida longa! Beijos!

****

Obrigado, Karlinha, pela homenagem!

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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A SIMPLICIDADE DE JOEL

Fevereiro 5th, 2010 de admin

Ver o Botafogo, ao vivo e em preto e branco, é hábito que cultivo desde que me entendo por gente. Por mais que o time não ajude. Às vezes, como foi ontem e como será no domingo, o trabalho me impede de acompanhar um jogo. Ir a um estádio é obrigação. Mas há obrigações mais urgentes. E assim recorro à TV, que tem lá suas vantagens.

Na transmissão notei um detalhe que talvez no estádio não me desse conta. Joel Santana estava usando uma camisa do remo. Talvez nem ele mesmo tenha notado. Se notou não sei. Mas acho que não se importaria de usar uma camisa improvisada, simples que é. Esse jeito descontraído já tem surtido efeito no time. Os jogadores, com exceção de Lúcio Flávio, sempre se escondendo, têm jogado mais à vontade.

Mas a goleada de ontem, caros leitores, tem um nome. E esse nome é Caio. Com tanta moral assim e com a sorte dos artilheiros, como ele mesmo disse, tem feito a diferença. Bastou entrar em campo para o time deslanchar. Há quem peça uma vaga pra ele no time titular. Acho que ainda é cedo. Na noite passada até mesmo o medroso Marcelo Cordeiro fez uma boa partida.

E o outrora favorito voltou ao Mercadão com quatro gols no balaio.

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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MEU FILHO MANUEL

Fevereiro 4th, 2010 de admin

Caros leitores: conforme prometido, aí vai a fotonovela sobre Mané Garrincha, publicada na Manchete Esportiva 190, de setembro de 1959. O texto é de Gino Ribeiro.

Destaco duas passagens da fotonovela. Seu pai diz : “Manuel falava das arquibancadas de cimento sempre muito limpas e da tela de arame forte e sem farpa.” E mais adiante: “Gentil Cardoso gostava de Manuel. Todos gostavam de Manuel”.

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

P.S.: Para melhor leitura clique uma vez na imagem.

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Fevereiro 4th, 2010 de admin

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VOLTA ÀS ORIGENS: O BOTAFOGO EM BOTAFOGO

Fevereiro 1st, 2010 de admin

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Como conselheiro do Botafogo ocupei apenas uma vez a tribuna. Não gosto muito de falar em público. Mas naquele dia tinha uma motivação, uma ideia fixa. Reconheço que um tanto fora de moda, em tempos de loas ao Engenhão.

Inconformado em não ter nosso próprio estádio num local de tradição – somos os únicos, diga-se, a bem da verdade, a não ter um estádio nosso – sugeri aos dirigentes, Bebeto de Freitas à frente, que tentássemos uma permuta com o Governo Federal. Construiríamos o estádio para 20 mil pessoas, num terreno da UFRJ, ao lado do Canecão, bem em frente à sede de Venceslau Brás e, em troca, o Botafogo ofereceria suas dependências às escolas públicas da região. Palavras ao vento.

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Nem amigos mais próximos me apoiaram. Apenas uma pessoa achou a ideia boa. Vida que segue, diria João Saldanha. Bebeto, atencioso, agradeceu, disse que isso já tinha sido cogitado e era inviável. Por uma dessas coincidências que só mesmo nós, botafoguenses, podemos entender, dia desses João Ignácio Muller, uma das ótimas e caras amizades que o Glorioso me proporcionou, revelou-me um velho sonho de Octávio de Moraes, campeoníssimo de 1948 e arquiteto de renome. Qual seria a ideia de Octávio? Construir sobre o shopping um estádio. Isso mesmo. Um estádio suspenso. Morreu com a mágoa do projeto jamais ter sido apreciado.

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O Engenhão é bonito? Claro que é! É moderno? Também é. Mas ele não tem a nossa alma, o nosso espírito. De nosso mesmo, apenas as duas estátuas da ala oeste, as de Nilton Santos e de Garrincha, uma iniciativa de Marcos Müller, outro caro amigo. Se é para ficar no Engenhão, que a direção do Botafogo assuma de fato o estádio. Que torne o Engenhão atrativo para o torcedor. Até mesmo entrar no estádio antes dos jogos é difícil, mesmo com um jogo de público razoável. Conforto mesmo só tem quem freqüenta os camarotes. Caso contrário perderemos em breve a concessão.

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Pelas fotos, como essas que ilustram o texto de hoje, sinto uma saudade daqueles tempos, mesmo não tendo ido uma vez sequer ao estádio de General Severiano. Reparem como nossas dependências eram impecáveis. O estadinho tinha algo de muito peculiar. Só as sociais eram cobertas e, mesmo assim, não completamente. Os três primeiros lances dessas arquibancadas ficaram ao ar livre. E era nesse espaço que muitas mulheres, com chapéus e vestidos elegantes, desfilavam charme à espera de um olhar e, quem sabe, um galanteio de Heleno de Freitas.

Otto Lara Resende dizia que o Botafogo sem Garrincha seria menos Botafogo. Um exagero. Mas sem dúvida o Botafogo é menos Botafogo sem um estádio em Botafogo.

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Sabe o que nos falta? Sonhar alto, como aqueles meninos que, numa aula de álgebra, decidiram fundar aquela que é nossa grande paixão.

Eu quero o Botafogo de volta a Botafogo, com estádio e tudo, porque, a cada novo dia o amo mais!

Paulo Marcelo Sampaio

P.S.: As fotos, tiradas pela equipe de Manchete, fazem parte de uma fotonovela sobre Mané Garrincha, publicada por Manchete Esportiva, em setembro de 1959. Em breve a fotonovela estará aqui no Arquiba Botafogo.

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HAJA GARRAFA…!!!

Janeiro 31st, 2010 de admin

“Empate hoje é vitória”, dizia pra mim mesmo, em voz baixa, como num mantra. Outras vezes repetia a máxima a meu vizinho de lado, André Barros. Quando tudo se encaminhava para nossa derrota parcial, o Botafogo, na única conclusão a gol, empatou. E lá fui eu ligar para o João Marcelo, que pedira, pelamordedeus, que o colocasse a par de tudo, ele longe do Engenhão.

Juca, filho de André, tem uma reclamação. Na saída do jogo contra o Tigres, ele nos perguntou: “O Botafogo não ganhou? Então! Por que estão vaiando o time? O que importa é a vitória”. Pode ser, mas concluir uma só vez ao gol, como fizemos ontem no primeiro tempo, é muito pouco. Estava no setor leste. E não vi - soube hoje pelos jornais - que o Joel Santana chutou uma garrafa d’água, impaciente com tantos erros. Nunca vaiei jogador do Botafogo. Prefiro me calar. Mas entendo que o torcedor hoje esteja com os nervos à flor da pele. E os jogadores também. É um tal de passar a bola de qualquer maneira… parece até que ela queima o pé. Há muito tempo tempo não via um time tão sem meio-campo, sem sequer uma figura para armar uma jogada. Do jeito que as coisas andam, haja garrafa pro Joel chutar.

De bom mesmo a personalidade de Caio. Esse garoto promete. Mas daqui a pouco estará vendo vendido, como o Wellington Junior. Paciência.

A cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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UMA QUESTÃO DE PREÇO

Janeiro 28th, 2010 de admin

Num bom sebo adquire-se por quarenta reais um clássico: Drama e glória dos bicampeões. As penas sempre elegantes de Armando Nogueira e Araújo Neto contam a saga botafoguense em terras chilenas. Nas pouco mais de duzentas páginas dessa obra-prima de nosso jornalismo estão toda a arte de Garrincha, Amarildo, Didi, Nilton Santos e Zagallo, responsável por um mais um título para o futebol brasileiro.

No livro sabe-se que Garrincha, sempre avesso a massagens, se rendeu aos serviços de Mário Américo. “Eu não sabia nem andar direito no primeiro tempo do jogo contra a Espanha; as pernas duras.” Ouvira, então o conselho de Didi: o jeito é tomar massagem, eu também não gosto mas o bálsamo esquenta as pernas. Histórias como essa, em itálico, tirada do livro, mostram como deviam ser felizes os que frequentavam General Severiano nas décadas de 50 e 60.

Com os mesmos quarenta reais compra-se um ingresso para assistir a um Botafogo e Tigres. Acabado o primeiro tempo, perguntei a André Barros, na arquibancada de São Januário. O que estamos assistindo é futebol? Não, não era. O que havia em campo era um bando. Estariam envergonhados pelo que eles nos fizeram passar desde domingo?

Os 40 reais foram caríssimos para assistir Fahel, Lúcio Flávio, Marcelo Cordeiro, Alessandro e outros tantos. Vaiar eu não vaiei. Para mim vestiu a camisa do Botafogo e eles estão imunes aos meus protestos. Posso protestar antes, depois. Durante a partida, nunca. Foi o que Gérson disse, em seu comentário na Rádio Globo, depois do jogo: “Eles já estão no fundo do poço. Se vaiar eles afundam mais ainda”. Outra boa do Canhota: “Pra quê os chutões pra cima, pra quê o desespero? Tem que dominar a bola, se é que tem alguém no Botafogo que faça isso.” É, meu caro Gérson, acho que não temos ninguém com essa característica tão básica para quem joga futebol.

Um lance no final do jogo era bem o retrato do Botafogo atualmente. Herrera, depois de muita luta, arranca com a bola. Para quem passar, pensou o argentino. Ninguém o acompanhava. Uma andorinha só não faz verão. Oxalá Joel não tenha com esse grupo longo e tenebroso inverno. Vamos torcer para que ele seja ouvido e não fique preso a interesses que não o de um Botafogo de vitórias.

A cada novo dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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