À BOLA DEDICAVA TODO O MEU AMOR
O futebol sempre me trouxe alegrias e desde o tempo em que jogava minhas peladas em Pau Grande, a bola só servia para mim como distração. A ela dedicava todo o meu amor, jamais pensei que com o futebol iria ter tantas desilusões. Para quem nasceu no mato e no mato se criou é dificil imaginar que na cidade exista tanta maldade. Minha vida hoje em dia é de lágrimas e ilusões. Ninguém se lembra mais do Mané. Eles só vêem um sujeito de pernas tortas que abandonou suas filhas para viver com outra mulher.
O desabafo acima, de 1968, foi republicado três anos depois no JA, o Jornal de Amenidades editado por Tarso de Castro (primeira página acima). O autor? Fácil de se descobrir, né? Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha.
Das páginas 19 a 23 (reprodução da página 19 acima), o jornal traz um perfil de Mané sob o título A Liquidação de Garrincha. Há passagens muito interessantes. 1953: Primeira partida pelo Botafogo: amistoso em Miguel Pereira. Garrincha não marcou nenhum gol e o misto do Botafogo venceu de 1x0. No dia 12 de julho, Garrincha jogou sua primeira partida oficial, pelos aspirantes do Botafogo, contra o São Cristóvão. Além de marcar os dois gols da partida Garrincha assombrou. Na semana seguinte foi titular, entrou no lugar de Mangaratiba contra o Bonsucesso. O jogo estava difícil, o Botafogo não conseguia marcar, quando o juiz deu penalti. Ninguém teve coragem de bater. Escalaram Garrincha. Este foi o primeiro dos três que marcou naquela tarde. O Botafiogo venceu por 6x3. Daí em diante nunca mauis ficou na reserva. na temporada de 53 Garrincha assinalou 20 gols.
A carta de alforria
A matéria ainda traz depoimentos de João Saldanha, Nilton Santos, Armando Marques e Tostão. A declaração que mais me impressionou foi a de João Sem Medo.
Garrincha foi a carta de alforria do futebol brasileiro. Quando ele entrou em 1958 botou por terra esquemas e táticas. Ele improvisou. Era o verdadeiro futebol brasileiro se realizando. Garricncha é o herói de duas copas, e acho estranho que agora quando se comemora a conquista do tri, ninguém tenha se lembrado disso. Tudo só porque Garrincha não é como Pelé, não se promove à custa de ninguém.
Grande Saldanha! O Botafogo somos nós!
Paulo Marcelo Sampaio
Nota: Martha Sampaio e Felipe Armindo escanearam o JA pra mim. Muito obrigado aos dois!
Enviado em Botafogo |
Agosto 22nd, 2008 às 15:44
Muito legal seu blog… quando tiver oportunidade visite o meu http://arquibancadafc.blogspot.com/
abração!
Agosto 22nd, 2008 às 18:23
Nesse ponto sou obrigado a concordar com Paulo Marcelo - não tem para Maradona, Zico ou
Pelé. Nas palavras de João Saldanha descobrimos que o maior craque de todos os tempo é também o mais injustiçado de todos os craques, em todos os tempos. Mas ninguem calará nosso grito, nosso amor…Fogo!
Agosto 23rd, 2008 às 17:29
Paulo, JS, para variar, sempre polêmico!
Mas olha, já conversei com alguns senhores e nem me espantei com esta declaração: A imensa maioria me disse exatamente a mesma coisa: Garrincha foi mais genial do que o Pelé.
Abs e SA!!!
Agosto 25th, 2008 às 10:35
Paulo,
Apartir do dia que nos falamos apartir da indicação do Criciúma tenho acompanhado suas publicações.
Gostei muito!
Perdi o seu e-mail e telefone, vce poderia me mandar para o meu e-mail para acertarmos os detalhes do assunto que esta pendente?
Saudações Alvinegras!
Rumo ao título…
Flávio D’Ana
Agosto 25th, 2008 às 14:06
Paulo,
vc pode mandar a matéria escaneada pra mim?
goifman@lunapaisagismo.com.br
Não tenho seu e-mail
grande abraço,
Beto Goifman
Dezembro 14th, 2008 às 10:46
botafogo
tú es o glorioso
o
essa paixão nunca vai acabar
tú é meu idolo
e esse fogão vai mais esquentar
em meu coração.