OBRIGADO, FLÁVIO COSTA!
Flávio Costa, treinador da seleção brasileira e grande estrategista uruguaio na fatídica Copa de 50, foi responsável - vejam vocês! - pela ida de Paulo Cézar Lima para o Botafogo.
PC, que ainda não era o Caju, entrara, com 10 anos, no futebol de salão do flamengo. Ficou lá na Gávea até viajar, com a família adotiva, para Honduras e Colômbia. Em Tegucigalpa, o presidente da Federação Hondurenha chegou a pedir a Marinho, pai de Paulo César que o naturalizasse. Mas isso ficou fora de cogitação.
Brasileiríssimo, ao voltar pra cá, o garoto foi levado pelo pai à Gávea. Já que estava acostumado com o ambiente, seria mais fácil. “Gostaria que você desse uma olhada no meu filho adotivo, o Paulo Cézar”, pediu Marinho a Flávio Costa. O treinador respondeu: “Já tenho quatro grandes jogadores no meu elenco e não preciso de gente nova para fazer experiência”. “Fiquei puto”, conta Paulo Cézar, na autobiografia de Dei a Volta por Cima.
E foi assim que Caju começou treinando em General Severiano, até hoje seu clube de coração.
A cada novo dia, amo mais o Botafogo!
Paulo Marcelo Sampaio
Enviado em Botafogo |
Dezembro 29th, 2008 às 15:19
Sensacional Paulo!
Acabei de ler “O artilheiro que não sorria”, livro do Rafael Casé sobre o Quarentinha, e lá fala que o PC jogou na Colômbia quando ainda era juvenil e tinha só 16 anos, disputando inclusive posição com o artilheiro-mor alvinegro.
Teria sido um estágio do craque antes de voltar e entrar -e decidir com os 3 gols- aquela memorável final contra o América em 67?
Abraço,
Dudu.
Dezembro 29th, 2008 às 17:35
Nos anos 60 eu morava na Rua João Afonso, vizinha ao Colégio Pedro II no Humaitá, onde viria a estudar.
Naquela década, a garotada da rua era em sua grande maioria alvi-negra.
Devia ser o ano de 1968 quando encontrei o nariz de ferro com uma namorada, aluna do Colégio Pedro II, bem em frente a entrada do colégio, na Rua Humaitá.
Estava próximo a um clássico com
o Flamengo.
Eu lhe perguntei se ele iria acabar com o rubro-negro.
Ele me disse que não pois era flamenguista.
Obviamente ele quiz tirar uma onda diante da namorada.
Mas o fato é que me deixou em dúvida.
Em 1972 ele se tranferiu para o Fla e também jogou um bolão por lá,como em todos os outros clubes que passou.
Sei que ele se declara botafoguense, e eu acredito.
Além disso não podemos esperar que todos sejam tão apaixonados pelo clube como o Nilton Santos. O Gerson, por exemplo, se declara tricolor, mas no nosso coração será sempre botafoguense.
Que saudades! Tantas alegrias nos deram essas duas feras: Gerson e PC.
Abraços,
Marco Falcão
Dezembro 29th, 2008 às 17:51
Paulo,
O “grande” Flávio Costa teve um histórico de pinimbas com o Botafogo.
Foi o responsável pelo banco que Nilton Santos, o maior defensor de todos os tempos, teve que aturar na seleção perdedora de 1950.
Não gostara do fato de Nilton usar chuteiras macias pois, em seu siderúrgico entendimento de futebol, zagueiro teria que usar chuteiras com biqueiras duras (de metal) para melhor isolar a bola.
O extraordinário Nilton Santos tinha uma intimidade inigualável com a “menina” e não a trataria assim, de maneira leviana e sádica, daí ter sido preterido por Bigode e Augusto.
Flávio Costa também foi o responsável pela saída de Gérson do fla para o Botafogo, depois de ter escalado o genial canhotinha para ser o 1° marcador de Garrincha na final de 1962.
O mais emblemático, porém, foi a imagem que ele e outros flamenguistas, como Ari Barroso, construíram para o fabuloso Mane Garrincha, como o de um irresponsável peladeiro e ciscador.
Isto está documentado por Ruy Castro e ouvi a confirmação de Luís Mendes, voz dissonante que instantaneamente reconheceu o gênio de Garrincha.
Infelizmente não temos mais gente como João Saldanha para contestar as “verdades” dos “filósofos” de hoje, como julgam-se Benja, Marcelo Damatto, Márcio Guedes, Roberto Porto e outros ainda mais asininos…
Saudações Botafoguenses de Nelson Milesi
Dezembro 30th, 2008 às 09:52
Roberto Porto??????????????????
Dezembro 30th, 2008 às 11:56
Paulo Marcelo a gloriosa história botafoguense é muito rica em fatos, mitos e folclóres, por isso é sempre muito prazeroso descobrir coisas novas e interessantes sobre o nosso amado Botafogo.
Os urubus em gerão são muito nojentos e cheios de marra, agindo com uma enorme soberba, mas graças a isso jogadores importantes migraram da Gávea para General Severiano e fizeram o maior sucesso.
Como não acompanhei Zagalo, Gérson, Paulo César e Zéquinha jogarem pelo Fogão, pois sou de 72, tenho sempre a lembrança de um dos jogadores que melhor vestiram a camisa do Botafogo, o zagueiro, lateral esquerdo e meio de campo Gonçalves, que ainda na urubulândia nos presenteou com um gol contra naquele histórico 3x3 de 1989, fazendo o 2º gol alvinegro, que nos recolocou no jogo e no manteve vivos no campeonato.
Gonçalves de entregava de corpo e alma ao Botafogo! Um exemplo de jogador e profissional! Quanta saudade dele na nossa zaga, onde se consagrou.
Abraço a todos.
Saudações Alvinegras!
Luiz Rogério
Dezembro 30th, 2008 às 22:05
Leio no “) Poder da Mesa”, blog de Lydia Medeiros, a história de Valmir Pereira que veio paupérrimo do Ceará e hoje, depois de algumsas décadas é sócio do D’Amici e grande auroridade em vinhos.
Na bela história, chama atenção uma passagem, que transcrevo:
” A família (de Valmir) é submetida a um outro “padrão”: todos devem torcer para o Botafogo. Um parênteses: o clube é motivo de pequenas “chantagens” domésticas. Para os pequenos irem ao Mac Donald’s, têm, de ser do time. A mesma “exigência” foi feita à mulher, para que ganhasse a escritura da casa.
- Sou muito democrático, mas é a democracia cearense.”
Tenho uma teoria de que nós, botafoguenses, somos escolhidos, não escolhemos o time. Mas não é bem assim…
Saudações alvinegras. Um 2009 pleno de glórias, saúde, paz e amor.