MANÉ, DIDI E AS LEIS DA FÍSICA

Maio 19th, 2009 de admin

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O físico japonês naturalizado americano Yoichiro Nambu (foto acima, à esquerda) descobriu o mecanismo da quebra espontânea de semitria na física subatômica. O que isso quer dizer? Quem sou eu, que fui mau aluno nas exatas, pra tentar explicar?! O que sei, graças a uma consulta à internet, é que a descoberta lhe rendeu o Premio Nobel de Física do ano passado. Aos 88 anos, é professor emérito da Universidade de Chicago. Gary Becker (foto à direita), um americano dez anos mais novo, também dá aulas na Universidade de Chicago. Assim como o colega, também tem um Nobel no currículo, o de Economia, em, 1992, “por ter extendido o domínio da análise microeconômica para uma escala de comportamento humano e interações, incluindo comportamento extra-mercado”.

Foi lá que Luiz Henrique Carneiro, amigo meu e de minha família, os encontrou, como relata a seguir.

“Deixa eu te contar um fato incrível, coisa que só acontece com o Botafogo. Estava na universidade, num jantar, conversando com professores. Dois deles bem idosos, um japonês e outro britânico, vieram conversar comigo quando souberam que era brasileiro. O camarada me perguntou se existia um clube no Brasil chamado “Boitafogo ou Potabogo” ou algo do genero; eu falei que sim e se chamava Botafogo. Os dois sorriram, gargalharam e falaram que até hoje se lembravam dos jogos no Maracanã do time. Que tudo era muito divertido. Finalizaram comentando que dois jogadores desafiavam as regras da fisica: Didi e Garrincha. A coisa foi tomando vulto e juntando mais pessoas, a roda de conversa; em suma; o japonês era o Yoichiro Nambu, Nobel de Fisica; o inglês era Jack Cowen, um matemático que descobriu um monte de coisas. Outro muito animado era Gary Becker, outro Nobel e por fim o finlandês Niels Nygaard, também Nobel, que me disse. “Não perdi um jogo do Brasil na Copa de 58″. Coisas de Botafogo.

É por essa e outras tantas histórias que a cada dia amo mais o Botafogo!

Paulo Marcelo Sampaio

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TRABALHO POR PRAZER

Maio 22nd, 2008 de admin

Sei que muitos de vocês, por questões cívicas, não puderam acompanhar o Espaço Aberto Esporte, na GloboNews, canal 40, na última terça-feira. Como trabalho no programa, transcrevo a resposta de Cuca quando perguntado pela repórter Mariana Becker sobre o pior momento na carreira de um técnico.

“Toda vez que você está na beira do campo e acaba um jogo decisivo e você perde. Você busca o por quê? Onde você errou? Fica um minutinho ali, desce a escada, entra no vestiário. Você chega em casa e tuas filhas te olham pra ver o tamanho da tua dor. Porque conforme elas forem ver, vai ser a dor delas. Eles vêem o pai chegar e chorar; elas choram junto. Não adianta. A gente tem que saber perder e saber ganhar. Amadureci bastante no futebol. Antigamente não aceitava muito as derrotas. Hoje aceito porque com elas é que as vitórias têm mais sabor”, disse Cuca.

Muito tem se falado sobre o nosso chororô. Pra ser muito sincero, não tenho uma idéia formado sobre se foi certo ou errado, mas a emoção passada por Cuca mostra o envolvimento dele com o Botafogo, o prazer em trabalhar no clube. Em tempos de profissionalismo, a declaração do nosso técnico tem um quê de amadorismo. E isso é muito bom.

O programa, o segundo de uma série sobre os técnicos do Brasileirão, vai ser reprisado amanhã, às 5h05 e no sábado, às 11h05.

O outro entrevistado é Nelsinho Baptista, técnico do Sport. Se São Carlito quiser, ele será nosso provável adversário na final da Copa do Brasil.

O Botafogo somos nós!

Paulo Marcelo Sampaio

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