MANÉ, DIDI E AS LEIS DA FÍSICA
O físico japonês naturalizado americano Yoichiro Nambu (foto acima, à esquerda) descobriu o mecanismo da quebra espontânea de semitria na física subatômica. O que isso quer dizer? Quem sou eu, que fui mau aluno nas exatas, pra tentar explicar?! O que sei, graças a uma consulta à internet, é que a descoberta lhe rendeu o Premio Nobel de Física do ano passado. Aos 88 anos, é professor emérito da Universidade de Chicago. Gary Becker (foto à direita), um americano dez anos mais novo, também dá aulas na Universidade de Chicago. Assim como o colega, também tem um Nobel no currículo, o de Economia, em, 1992, “por ter extendido o domínio da análise microeconômica para uma escala de comportamento humano e interações, incluindo comportamento extra-mercado”.
Foi lá que Luiz Henrique Carneiro, amigo meu e de minha família, os encontrou, como relata a seguir.
“Deixa eu te contar um fato incrível, coisa que só acontece com o Botafogo. Estava na universidade, num jantar, conversando com professores. Dois deles bem idosos, um japonês e outro britânico, vieram conversar comigo quando souberam que era brasileiro. O camarada me perguntou se existia um clube no Brasil chamado “Boitafogo ou Potabogo” ou algo do genero; eu falei que sim e se chamava Botafogo. Os dois sorriram, gargalharam e falaram que até hoje se lembravam dos jogos no Maracanã do time. Que tudo era muito divertido. Finalizaram comentando que dois jogadores desafiavam as regras da fisica: Didi e Garrincha. A coisa foi tomando vulto e juntando mais pessoas, a roda de conversa; em suma; o japonês era o Yoichiro Nambu, Nobel de Fisica; o inglês era Jack Cowen, um matemático que descobriu um monte de coisas. Outro muito animado era Gary Becker, outro Nobel e por fim o finlandês Niels Nygaard, também Nobel, que me disse. “Não perdi um jogo do Brasil na Copa de 58″. Coisas de Botafogo.
É por essa e outras tantas histórias que a cada dia amo mais o Botafogo!
Paulo Marcelo Sampaio
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